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Não há inovação e desenvolvimento sem saberes compartilhados

Os caminhos que norteiam o desenvolvimento de uma região podem ser muitas vezes diversos. Regiões com relevos acidentados e solos rasos, com afloramento de pedras, limitadas por questões ambientais podem se transformar num desafio ao homem. E assim se deu com o Território do Alto Camaquã, no sul do RS. Hoje, graças à união da pesquisa e dos produtores foram criadas Unidades Experimentais de Pesquisa Participativa (UEPAs), que levaram em consideração as características históricas, sociais e ambientais, buscando avançar em uma produção eficiente e em produtos diferenciados. Essa região foi indicada em 2010 e aprovada como membro da Associação Mundial de Montanhas Famosas, na qual figuram monumentos naturais como o Kilimanjaro (Tânzania) e o monte Lushan (China).

O Alto Camaquã é apenas um entre os inúmeros relatos de como o casamento da ciência e do saber tradicional pode resultar em produção sem agressão ao meio ambiente. São exemplos o zoneamento da cana-de-açúcar no Brasil, as boas práticas agropecuárias de bovinos de corte, a tecnologia de produção de alho livre de vírus, o sistema agroflorestal Cambona 4, as cultivares anãs de alta produtividade de cevada cervejeira e o registro de cultivares crioulas de mandioca no Mato Grosso do Sul.

Há 38 anos, o Brasil acreditou que a força de um país passa pela agricultura e decidiu investir na formação de recursos humanos, materiais, técnicos e científicos em Ciências Agrárias, criando a Embrapa, a maior empresa de pesquisa agropecuária e florestal dos trópicos, que teve, em 2010, a mais alta receita operacional da sua história - R$ 1,941 bilhão ou mais de US$ 1,15 bilhão -, resultado de seu Programa de Fortalecimento e Crescimento. Foram inaugurados cinco novos centros de pesquisa e contratados 724 novos empregados. Ao final do ano, a força de trabalho da Embrapa contava 9.248 empregados.

E a maior receita da história retornou para a sociedade brasileira R$ 9,35 para cada real aplicado. Tal relação é complementada este ano pela estimativa da taxa de retorno dos investimentos realizados na geração das tecnologias que fazem parte do Balanço Social. Isso foi possível graças à observação, na metodologia, dos custos de geração levantados pelos centros de pesquisa (no período prévio à adoção das tecnologias, produtos e serviços) e da série anual de benefícios econômicos construída ao longo do período 1997-2010. A taxa de retorno estimada foi de 39,3%, mais uma evidência de que, comparados aos realizados em outras áreas ou setores, os investimentos públicos feitos na Embrapa dão retorno a quem é o seu maior cliente: o povo brasileiro.

Como não há tecnologia sem a inteligência do homem demos ênfase também à contribuição da Embrapa como formadora de mão de obra especializada para as Ciências Agrárias brasileiras. No ano passado, 2.970 estudantes e bolsistas passaram pelos laboratórios e escritórios da Empresa fundamentando a elaboração de quase 500 teses de pós-graduação em instituições parceiras de ensino superior. Esse reconhecimento do talento nacional passa por um incessante programa interno de aperfeiçoamento, atualização e formação profissional. Ao longo dos seus 38 anos, a Embrapa formou 3.640 empregados em cursos de pós-graduação e se, em 2002, o número de pesquisadores doutores superou o de pesquisadores mestres, essas estatísticas hoje são de 152 pós-doutores, 1.637 doutores, 404 mestres e 22 bacharéis. Em 1974, quase a totalidade dos pesquisadores tinha completado apenas o curso de graduação.

A instituição e sua força de trabalho receberam 59 prêmios sendo 7 internacionais, 11 nacionais, 24 científicos e 17 regionais em 2010. Entendemos esse reconhecimento como um indicador do bom cumprimento da missão de viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira. Os números aqui mostrados para nós são muito mais que dados, são a prova de que estamos no caminho certo ao acreditarmos que o desenvolvimento de uma nação não se dará sem o ativo do conhecimento e da inovação.



Pedro Antonio Arraes Pereira
Diretor-presidente da Embrapa




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