Agricultura Familiar

Historicamente, a agricultura é fundamentalmente uma atividade familiar. A necessidade de redução de custos e de ganhos de escala induziu um processo de modernização que resultou em forte presença da agricultura empresarial ou patronal em muitas atividades. Entretanto, a agricultura familiar continua a ter papel fundamental. No Brasil, ela reúne hoje, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), cerca de 14 milhões de pessoas (60% do total da agricultura) e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas do País, com 25% das terras cultivadas, sendo responsável por 35% de todo o volume de produção agrícola nacional.

A agricultura familiar tem grande capacidade de gerar empregos e distribuir renda. Enquanto a agricultura empresarial emprega uma pessoa a cada 60 hectares, ela necessita de apenas nove hectares para gerar o mesmo emprego. Além disso, atende nichos de mercado específicos, cria oportunidades de geração de divisas e contribui para a diversificação do uso do espaço rural, incluindo atividades que preservam o meio ambiente. Comprometidas com o setor, as Instituições de Pesquisa e de Desenvolvimento Agropecuário investiram, em 1998, R$ 91.208.515,20 em ações de interesse da agricultura familiar.

A tecnologia é fator essencial para o desenvolvimento agrícola e florestal. Parte significativa do esforço feito pela pesquisa agropecuária brasileira em grãos (arroz, feijão, milho, soja, trigo), animais (bovinos, caprinos, ovinos, suínos, aves), frutas, hortaliças, matérias-primas (como algodão), florestas e sistemas agroflorestais tem aplicação e interesse para o agricultor familiar. Programas de pesquisa específicos como o de «Agricultura Familiar» e «Desenvolvimento Rural», visam organizar tecnologias e sistemas de produção para aumentar a eficiência deste setor. É o que pode ser constatado nas diversas iniciativas relatadas a seguir.


Agricultura familiar é prioridade no Prodetab

A agricultura familiar vem recebendo tratamento prioritário no âmbito do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologia Agropecuária para o Brasil (Prodetab), tendo sido contemplada com R$ 32 milhões até 2002. Resultado de parceria da Embrapa com o Banco Mundial, o Prodetab aprovou quatro projetos de 1997, com recursos de R$ 2.393.933,00, enquanto em 1998, foram aprovados mais dez projetos, representando investimentos de R$ 4.133.505,00, conforme quadro a seguir.

Título do Projeto

Instituição Coordenadora

R$

Modelagem de sistemas agrícolas para suporte ao desenvolvimento da agricultura familiar nos cerrados.

Embrapa Cerrados

499.380,00

Alternativas para o soerguimento do sisal no semi-árido do Nordeste.

Embrapa Algodão

389.340,00

Desenvolvimento sustentável da agricultura familiar da região transamazônica, por meio da intensificação e diversificação de sistemas de produção familiares.

Embrapa Amazônia Oriental

509.162,00

Tipificação, acompanhamento e introdução de novas tecnologias nos sistemas de produção praticados pelos pequenos produtores do trópico semi-árido.

Embrapa Semi-árido

381.474,00

Estudo e melhoria da gestão técnica e econômica dos sistemas de produção da agricultura familiar de Santa Catarina.

Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri)

499.500,00

Florestas Medicinais - desenvolvimento de tecnologias e ações para a conservação e o uso sustentado de plantas medicinais, nos municípios de Turvo e Guarapuava (PR).

Fundação Rureco

413.795,00

Avaliação e adequação de técnicas de produção para melhoria da qualidade dos produtos regionais derivados do leite, produzidos nos Estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Embrapa Agroindústria Tropical

400.700,00

Desenvolvimento e validação de equipamentos simples, para o cultivo em pequenas propriedades.

Embrapa Arroz e Feijão

262.860,00

Alternativas tecnológicas sustentáveis, para assentamentos rurais no sudeste paraense.

Embrapa Amazônia Oriental

381.889,00

Modelo de assentamento rural sustentável, para a Amazônia Ocidental

Embrapa Acre

395.405,00

Total de recursos aprovados em 1998

 

4.133.505,00


Cooperação internacional com sete países

Em parceria ou com o apoio de organismos internacionais e instituições de P&D, a Embrapa implementa dezenas de acordos e projetos de cooperação técnica, direcionados ao segmento da agricultura familiar. Citam-se, entre outros:

Instituição

Tema de cooperação

Unidade executora da Embrapa

Centre de Coop. International en Recherche Agronomique pour le Dévelopment – CIRAD (França)

Sistema Integrado de produção (Projeto Silvânia).

Embrapa Cerrados

British Council (Reino Unido)

Administração da propriedade familiar.

Embrapa Semi-árido

International Centre for Research in Agroforestry – ICRAF /CGIAR (Quênia)

Sistemas agrícolas e agroflo-restais sustentáveis, e desen-volvimento socioeconômico de agricultores de várzeas da Amazônia.

Embrapa Amazônia Ocidental

Sistemas alternativos à derruba e queima, visando à recuperação de áreas degradadas da Amazônia.

Embrapa Acre e Embrapa Rondônia

Gornat Irrigation Research and Development (Israel)

Irrigação de tomate, pepino e pimentão, sob condições protegidas.

Embrapa Hortaliças

Louisiana State University (EUA)

Sistemas agrícolas sustentáveis.

Embrapa Clima Temperado

Japan International Cooperation Agency – JICA (Japão)

Desenvolvimento sustentado dos cerrados

Embrapa Cerrados

Agricultura sustentável na Amazônia Oriental

Embrapa Amazônia Oriental

Japan International Research Center for Agricultural Sciences – JIRCAS (Japão)

Sistemas agropastoris susten-táveis

Embrapa Gado de Corte

Caritas – Maldonado (Peru)

Pequena produção e uso da soja

Embrapa Soja

Center for International Forestry Research – CIFOR /CGIAR (Indonésia)

Reabilitação de ecossistemas florestais degradados

Embrapa Florestas


Manejo florestal gera emprego e renda

A Embrapa Acre investiu em uma ação de manejo florestal sustentado, em áreas de reserva legal de pequenas propriedades rurais, no Projeto de Colonização Pedro Peixoto, localizado a 130 km de Rio Branco. Naquele ano foi implantada uma serraria portátil, que dá maior eficiência à exploração. Dez famílias vão receber até 10% acima do preço de mercado, pela madeira extraída por meio do manejo sustentado, o que implica um acréscimo de 50% da sua renda. A atividade absorve mão-de-obra nos períodos de entressafra, permitindo uma exploração racional da chamada reserva legal, equivalente a 50% da propriedade, que a lei impede de desmatar.


Tecnologias de pecuária leiteira beneficiam 1.300 famílias

Tendo como público potencial as 1.300 famílias de Nova União e Ouro Preto do Oeste (RO), a Embrapa Rondônia está introduzindo inovações tecnológicas na pecuária de leite, principal fonte de renda dos pequenos produtores locais. A iniciativa envolve a Emater Nova União, Emater Ouro Preto, Cooperativa Mista de Nova União, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a Parmalat, a Ceplac/Projeto Lumiar, a Laticínios Nova União e as Prefeituras de Ouro Preto do Oeste e de Nova União. O aumento da produção de leite já indica as vantagens das tecnologias cana-uréia, uso de capineira e vermifugação seletiva.


Banana brasileira resiste à Sigatoka Negra

A biofábrica da Embrapa Mandioca e Fruticultura produziu 350.000 mudas de variedades resistentes à Sigatoka negra, para distribuição nos Estados do Amazonas e Acre, onde a doença já atinge toda a região produtora de banana, acarretando prejuízos de até 100% na produção. Essas variedades são resultado de 16 anos de trabalho. A parceria com o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), governo da Bahia, Catie e Inibap vai beneficiar todas as comunidades de municípios produtores dos Estados da Região Norte. Essas variedades deverão ser disponibilizadas para agricultores de Estados vizinhos, como Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, por onde a doença deverá passar antes de atingir o restante do País.


Búfalos revolucionam pequenas propriedades

Um projeto de introdução de tecnologias voltadas à criação de búfalos revoluciona pequenas propriedades de Nova União e Rolim de Moura (RO). Ao receber os primeiros búfalos, por comodato, no início de 1992, os produtores passaram a preparar suas terras, plantar e colher produtos, e transportar a custo zero a produção até mercados e feiras. As tecnologias de tração animal e produção de leite já abrangem os municípios vizinhos, como Mirante da Serra, Nova Brasilândia, Ouro Preto do Oeste, e incluem dois projetos de colonização, recém implantados. A ação será agora ampliada para novas áreas de assentamentos de reforma agrária, contando com a participação da Emater-RO, Seagri-RO e das cooperativas Coopamu e Cooparon, junto com a Embrapa Rondônia.


Pesquisa auxilia produtores em áreas de colonização

Ao lado da organização não-governamental Ecoforça-Pesquisa e Desenvolvimento, e de instituições como IDRC, Rimisp, USP, Unicamp, Incra, Ceplac e Emater-RO, a Embrapa desenvolveu iniciativa para Avaliação da Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Áreas de Colonização na Amazônia. Foram consolidadas informações de dez anos de pesquisa e acompanhamento junto a 438 famílias, e identificados sistemas de produção mais eficientes, sob os pontos de vista agronômico (área plantada, culturas anuais e perenes, produtividade) socioeconômico (condição fundiária, saúde, mão-de-obra, instalações) e ambiental (queimadas, rotação de culturas, conservação do solo). Além disso, foram definidos indicadores de sustentabilidade adequados à agricultura familiar praticada na região. As bases de dados podem ser acessadas via Internet, no endereço: http://www.cnpm.embrapa.br/projetos/machadinho/.


Ações aumentam a renda dos marajoaras

Na ilha do Marajó, a Embrapa executou duas ações de transferência de tecnologias visando a aumentar a renda familiar dos marajoaras. O projeto Introdução do Consórcio de Feijão Caupi com Abacaxi, Coco e Graviola favoreceu 200 famílias, agindo em parceria com o Governo do Pará, as Prefeituras de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Ararí e a associação de pequenos produtores. Outras 400 famílias estão sendo beneficiadas pelo projeto Revitalização de Coqueirais Decadentes, no Município de Ponta das Pedras, com o Plantio Intercalado de Feijão Caupi e Abacaxi, mediante uma parceria com a Cooperativa Mista Agropecuária Irmãos Unidos de Ponta de Pedras.


Comunidades produzem mudas de pimenta-do-reino

Devido à demanda das organizações de produtores de Altamira (PA) e região, a Embrapa iniciou a produção comunitária de mudas sadias de pimenta-do-reino para os pequenos produtores do Estado do Pará. Em parceria com a Universidade Federal do Pará, o Grupo de Pesquisa e Intercâmbio Tecnológico, e o Laboratório Agroecológico da Transamazônica, foram produzidas 50 mil mudas de pimenta-do-reino sadias, reduzindo 50% do custo em relação a mudas adquiridas de outras regiões do Estado.


Projeto auxilia 2.000 pequenos pecuaristas

Cerca de 2.000 produtores do Município de Uruará (PA), que encontraram na pecuária sua principal atividade econômica, estão sendo beneficiados por um programa de transferência de tecnologias desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, entre as quais o manejo de pastagem, a alimentação animal, sanidade, reprodução e criação de pequenos animais. Essa foi uma ação conjunta da Embrapa, Sudam, Secretaria de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente/Fundo de Tecnologia do Pará, Fundação do Desenvolvimento Sustentável de Uruará (Fundasur), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Uruará e de associações de produtores Acapu e Aprur.


Manejo da capoeira evita derruba e queima

Em parceria com as Universidades de Göttingen e de Bonn (Alemanha), a Embrapa investiu no projeto Alternativas à Agricultura de Derruba e Queima da Amazônia Oriental, cujo objetivo é adaptar técnicas de manejo da vegetação de capoeira ao contexto da agricultura familiar. Foram geradas tecnologias para o preparo da área sem queima, como uma máquina para triturar a capoeira, que permite o manejo da biomassa para a cobertura do solo, melhorando suas propriedades físicas e químicas. Os resultados são o aumento do tempo de utilização do mesmo espaço de cultivo e o decréscimo da ação do homem sobre a floresta.


Criadas alternativas à agricultura migratória

A Embrapa Amazônia Ocidental, em conjunto com a Fundação Rockfeller, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura Municipal de Presidente Figueiredo (AM) uniu esforços para melhorar o desempenho da agricultura migratória e de baixa renda, beneficiando dez famílias.


Área degradada volta a produzir

A Embrapa Amazônia Oriental desenvolveu o Projeto de Caracterização e Aprimoramento de Sistemas Sustentáveis de Agricultura Familiar em Terra Firme do Nordeste Paraense, envolvendo 24 produtores da comunidade do Panela, 13 da comunidade de Bela Vista e 52 do Arraial de São João. A conseqüente recuperação da área degradada em São Tomé do Panela possibilitou o aumento na produtividade do milho de 900 para 4.000 kg/ha, e na do caupi, de 350 para 1.300 kg/ha, e também o aprimoramento dos sistemas de produção das culturas anuais, por meio de inovações tecnológicas.


Aprovado o consórcio de mandioca e laranja

Os trabalhos de campo realizados no nordeste paraense fundamentaram uma justificativa técnica da Embrapa Amazônia Oriental, junto ao Banco da Amazônia, demonstrando a viabilidade do plantio de mandioca nas entrelinhas da laranjeira. A prática passou a ser recomendada, pelo Basa, para toda a região, beneficiando os produtores financiados pelo fundo de incentivos fiscais da Região Norte (FNO).


Pimenta-longa traz lucro ao pequeno produtor

Uma planta considerada praga na Amazônia, a pimenta-longa, Piper hispididinervium, está se tornando fonte de um produto nobre, muito requisitado pela indústria mundial de cosméticos: o safrol. Sua vantagem é que ela pode ser plantada em áreas alteradas pelo homem, e de baixa produtividade. No Pará, esse novo sistema de produção, desenvolvido pela pesquisa, está beneficiando 30 famílias de São Jorge do Jabuti, onde foram produzidas 100.000 mudas e implantados nove hectares de pimenta longa.


Usina fornece safrol para empresas de cosméticos

Em 1998, foram instaladas duas agroindústrias para processamento de pimenta-longa, em Rondônia e no Pará. O primeiro corte de 50 toneladas de folhas foi transformado em 1.000 kg de óleo rico em safrol, que será vendido diretamente para as grandes empresas consumidoras do mundo. Em quatro municípios do Acre e um de Rondônia, 73 famílias estão sendo beneficiadas. O objetivo é, até o ano 2001, envolver diretamente 6.000 famílias, cada uma cultivando 2 hectares de pimenta longa, gerando uma oferta de 3.000 toneladas de óleo rico em safrol.

A parceria envolve a Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Acre, Universidade Federal do Pará, o Incra, Ibama, CNPq, a Sudam e o governo inglês, por meio do DFID, FCAP, as Associações de Produtores de Jabuti (PA), Vencedora, Epitaciolândia e Brasiléia (AC), da Reserva Extrativista Chico Mendes (AC) e de Vila Extrema (RO), e as empresas Endura, Bordas, Pirisa e Geroma, que comercializam o safrol no mundo.


Comunidades aprendem a manejar a floresta

Na região de Marabá, a Embrapa Amazônia Oriental desenvolve uma ação de manejo florestal comunitário do Pará, com a participação direta de agricultores e suas entidades representativas. A iniciativa envolve os Sindicatos Rurais de Marabá e Itupiranga (PA), e o Laboratório Agroambiental do Tocantins - Lasat. Além de receberem um inventário florestal preliminar, os agricultores são treinados para a exploração de baixo impacto e beneficiamento de madeira.


Quilombos do Pará recebem apoio

Por solicitação da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI), e da Associação de Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (Arqmo), a Embrapa Amazônia Oriental iniciou o levantamento dos recursos naturais na região do rio Trombetas, para diagnóstico da agricultura familiar e capacitação de recursos humanos das comunidades remanescentes de quilombos do Pará.


Tecnologia beneficia 200 famílias no Amazonas

A Embrapa Amazônia Ocidental implantou unidades demonstrativas de cupuaçu, mandioca, feijão caupi, abacaxi, banana, castanha-do-brasil, pupunha e ingá, em seis projetos de reforma agrária, situados em quatro municípios do Amazonas. A ação envolve o Incra, Idam e as prefeituras desses municípios. Cerca de 200 famílias foram beneficiadas.


Merenda tem pupunha e cupuaçu

Uma merenda escolar em que seja possível incluir o néctar, a geléia de cupuaçu, o cupulate (chocolate feito a partir de suas sementes), a farinha e o palmito da pupunha, é o objetivo de uma parceria da Embrapa com os produtores familiares de Nova Califórnia (RO). O uso da farinha da pupunha permitirá o aproveitamento de grande parte da produção do Projeto Reca, hoje estimada em 700 toneladas/ano. Estão sendo beneficiadas 349 famílias.


Pesquisa identifica 13 tipos de produtores no Nordeste

A Embrapa Semi-Árido lidera o Estudo das Variáveis Agrossocioeconômicas que Caracterizam o Pequeno Produtor Rural do Nordeste Semi-Árido. Foram identificados os sistemas de produção utilizados pelos 6.000 produtores de 69 unidades geoambientais nos nove Estados que formam a região. Os trabalhos já foram concluídos na Bahia, no Rio Grande do Norte, Piauí, em Pernambuco e no Ceará, e os primeiros resultados revelam a existência de 13 tipos distintos de produtores. Ao agrupar os produtores em conjuntos homogêneos, o estudo também pretende identificar temas prioritários de pesquisa e transferência de tecnologia. As empresas estaduais de pesquisa e extensão rural dos Estados e a Cirad-Tera da França são parceiras da Embrapa.


Forrageiras específicas para o Semi-Árido

A produção eficiente de forragens para alimentar animais nas áreas secas do Nordeste é a finalidade do projeto Desenvolvimento de Alternativas de Alimentação e Manejo Animal para Sistemas Diversificados da Pequena Produção do Trópico Semi-Árido. As 14 forrageiras foram testadas em áreas do submédio São Francisco, no agreste e sertão do Moxotó (PE) e no Seridó (RN) – locais de estiagens intensas. As instituições estaduais de pesquisa e extensão rural, como a Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), participam do projeto. Em 98, diversas atividades de transferência de tecnologia – cursos, treinamentos, dias-de-campo – divulgaram as forrageiras para produtores e técnicos de prefeituras municipais, o que reverteu em melhora no desempenho da criação pecuária no semi-árido.


Famílias piauienses produzem mais

A Associação dos Moradores do Bairro Buenos Aires, em Terezina (PI), e a Embrapa Meio-Norte investiram para melhorar os sistemas de produção agrícola de feijão e milho, com o uso de novas tecnologias. As 45 famílias participantes tiveram um aumento da produtividade de milho de 900 kg/ha para 1.600 kg/ha, e a de feijão, de 800 kg/ha para 1.100 kg/ha.


Menos perdas na agricultura de subsistência

O projeto Desenvolvimento de Alternativas Tecnológicas para a Pequena Produção do Nordeste Brasileiro visa à identificação de cultivares adaptadas às condições de clima quente e seco, com chuvas irregulares e concentradas em poucos meses do ano, buscando reduzir os riscos de perda. A Embrapa teve como parceiros a IPA e a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa). Com sete culturas sob avaliação (feijão de corda, fava, amendoim, sorgo, guandu, milho e maniçoba), as cultivares mais produtivas e sua forma de manejo já estão sendo transferidas para os produtores.


Apoio aos perímetros irrigados

A Embrapa Semi-Árido investiu no projeto Estudo de Aspectos Sociais, Econômicos, Técnicos e Ambientais da Pequena Produção nos Perímetros Irrigados da Região Semi-Árida do Nordeste, para identificar e analisar os fatores que interferem na sua gestão, determinar as prioridades de pesquisa e gerar as estratégias de transferência de tecnologia que permitam maior eficiência empresarial e rentabilidade econômica. No pólo de Juazeiro e Petrolina, os pequenos produtores ocupam 10.300 hectares com fruticultura, contra a área de 6.900 hectares das empresas. No perímetro irrigado de Nilo Coelho há 12.255 mil hectares irrigados e mais de 1.988 famílias, enquanto no de Curaçá existem 4.454 hectares irrigados e 268 famílias.


Mandioca adaptada ao clima árido

A EBDA e a Embrapa Mandioca e Fruticultura implantaram 36 unidades demonstrativas para avaliar e selecionar novos clones de mandioca adaptados ao ecossistema do semi-árido e sudoeste baiano. Ali trabalham 700 famílias, e a meta é ampliar o universo de produtores contemplados com treinamento. Essa ação beneficia 10.000 agricultores, aumentando a produtividade da mandioca.


Soluções para a podridão radicular

Um projeto conjunto da EBDA e Embrapa, com a participação de 200 famílias de agricultores de base familiar, realizado nos municípios do recôncavo, litoral e agreste de Alagoinhas (BA) avaliou a resistência de cultivares e híbridos de mandioca à podridão radicular. Além disso, por meio de parceria da EBDA com a Embrapa, outras 300 famílias da associação de produtores desenvolveram sistemas de produção de fruteiras tropicais alternativas, para a diversificação da exploração agrícola na Colônia Agrícola Roberto Santos.


Parceria combate podridão em SE

A Embrapa Mandioca e Fruticultura, e a Empresa de Desenvolvimento Agrícola de Sergipe (Emdagro) estão apoiando as famílias de baixa renda da região semi-árida do Estado, para combater a podridão radicular da mandioca, que tem reduzido a produção. A iniciativa beneficia 8.000 famílias.


Comitês de Pesquisa Agrícola Local

A Embrapa e a EBDA reuniram-se ao Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), a 200 famílias da comunidade de Buril (BA) e a 150 famílias de Chapada no litoral norte da Bahia, para implantar Comitês de Pesquisa Agrícola Local (Copal), com o intuito de identificar os problemas fitossanitários da mandioca e traçar estratégias para a sua solução. Já foram recomendadas três cultivares de mandioca, mais produtivas e tolerantes à praga do ácaro verde.


Parceria busca melhores condições de cultivo

No oeste baiano, a EBDA e a Embrapa Mandioca e Fruticultura se uniram a 124 famílias das comunidades de Galheirão, Barreiro Vermelho e Cafundó dos Gerais, buscando melhorar as condições de cultivo e industrialização da mandioca, na região.


Produtores combatem doenças do coqueiro

A EBDA, a Embrapa Tabuleiros Costeiros e 320 famílias das comunidades de produtores de coco de cinco municípios do litoral norte da Bahia desenvolveram uma pesquisa participativa para identificar as pragas dos coqueirais daquela região, entre as quais o ácaro da necrose e a lixa do coqueiro, e iniciar o seu controle biológico, por meio da disseminação de fungos que são seus inimigos naturais.


Ovinos em Lagoa Pequena

A EBDA implantou um núcleo de criação de ovinos, em conjunto com 82 famílias da comunidade de Lagoa Pequena (BA). Foram adquiridos dez matrizes e cinco reprodutores, e plantados 10,5 hectares de palma e três hectares de leucena. Apesar das dificuldades causadas pela seca, o rebanho já atinge 40 cabeças.


Agroindústrias beneficiam 400 famílias

Nos Municípios de Caçulé e Rio do Antônio (BA), a EBDA implantou uma microagroindústria de produção de embutidos e defumados de caprinos e ovinos. Foram plantados 100 hectares de palma, 50 hectares de leucena, 120 hectares de mandioca e 60 hectares de andu, para dar suporte às 3.500 cabeças a serem adquiridas. O projeto vai beneficiar 400 famílias.


Aumento sustentável da renda

Uma parceria da EBDA com a GTZ (Cooperação Técnica Alemã), a Embrapa, ONGs, sindicatos, igrejas, prefeituras municipais, a Universidade Federal da Bahia e o Seagri desenvolveu o Programa de Viabilização de Espaços Funcionais Integrados para População de Baixa Renda (Prorenda Rural). Essa ação visa a melhorar, de maneira sustentável, as condições de vida de 206 famílias de baixa renda, nos Municípios de Rio Real, Ribeira do Amparo e Nova Fátima (BA).


Melhorias para 830 unidades familiares

Nos Municípios de Igrapiuna, Piraí do Norte e Camamu (BA), a EBDA, o Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, as prefeituras municipais e as associações de produtores aperfeiçoaram os sistemas produtivos utilizados por 830 famílias. Estão em andamento 73 unidades demonstrativas com culturas de pupunha, café, banana, mandioca e abacaxi, e também as atividades de construção rural e artesanato.


Recuperação do caju baiano

A parceria da EBDA, Embrapa Agroindústria Tropical e associações de produtores dos Municípios de Itapecuru, Ribeira do Pombal, Nova Soure e Banzaê (BA) vem recuperando os cajueirais baianos, beneficiando 230 famílias. As copas dos velhos cajueiros estão sendo substituídas por copas de clones de cajueiro precoce. Outros clones de cajueiro-anão precoce estão sendo plantados em áreas novas. A iniciativa tem apoio do Pronaf.


Apoio aos citricultores sergipanos

Projeto desenvolvido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, e executado pela Emdagro, investiu no desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção, para pequenos produtores de citrus no sul sergipano.


Pró-ave caipira ajuda 4.313 famílias no RN

O projeto Pró-ave caipira, da Emparn, procura fazer renascer a avicultura caipira local e já beneficiou 4.313 famílias de agricultores de base familiar, em 52 municípios do Rio Grande do Norte, introduzindo linhagens de aves mais produtivas e novas práticas de manejo. Já o Pró-ave caipira/alimento incentiva famílias carentes, das comunidades rurais e das periferias urbanas a criarem galinhas caipiras nos quintais, para a produção de ovos. A iniciativa foi semifinalista do Prêmio Gestão Pública e Cidadania 1997, da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Ford.


Sementes melhoram a produção

A Emparn produziu e distribuiu, em todo o Rio Grande do Norte, sementes básicas de milho, feijão vigna e sorgo forrageiro, sementes e mudas de coqueiro-anão verde, híbrido do Jiqui e cajueiro-anão precoce. As sementes e mudas de coqueiro passaram a ser distribuídas a produtores das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.


Minifábricas de castanha-de-caju aumentam a renda de 1.770 famílias

A Embrapa Agroindústria Tropical aprimorou o processo de beneficiamento de castanha-de-caju, em pequena escala, em associações, comunidades e cooperativas rurais, numa parceria com a Companhia de Produtos Alimentícios do Nordeste (Grupo J.Macedo) e a F.A. Chagas. A iniciativa possibilitou o aumento da renda de 1.770 famílias, pela oferta de um produto de melhor qualidade.


Controlada praga da manga e da uva

A Embrapa Semi Árido, em trabalho conjunto com a Famesf, UFRPE e EBDA, desenvolveu o controle integrado do patógeno Botryodiplodia theobromae, que ataca as culturas de uva e manga, que procedimento já foi adotado por 80% dos produtores familiares do submédio São Francisco. Essa tecnologia resultou no aumento dos rendimentos econômicos, em maior equilíbrio fitossanitário e agrícola da região, e na melhora da qualidade dos frutos.


Aviários especiais para o Centro-Oeste

Com a chegada da avicultura tecnificada ao Centro-Oeste, a Embrapa Suínos e Aves desenvolveu um modelo de aviário adaptado à região, em parceria com o IMA-SC, a Gerwal-SC e Sadia. O equipamento é adaptado ao clima mais quente, reduz o tempo e os custos de instalação, tem maior durabilidade e permite maior reflexão da radiação solar.


Mato Grosso fortalece produtor familiar

Uma iniciativa da Empaer-MT atingiu 677 comunidades em 118 municípios do Estado, capacitando técnicos municipais em desenvolvimento rural e planejamento municipal, profissionalizando produtores familiares, reaparelhando unidades de extensão e transferindo tecnologia agropecuária. Realizado em conjunto com o Ministério da Agricultura e do Abastecimento (MA), a Secretaria de Agricultura e Assuntos Fundiários, prefeituras municipais, sindicatos de trabalhadores rurais e associações de agricultores, o projeto capacitou 4.068 agricultores familiares e fixou 17.919 deles no campo.


Cultivares de banana resistem a doenças

Três novas cultivares de banana (FHIA-1, FHIA-18 e Caipira), resistentes às doenças mais graves da bananeira, foram introduzidas no Estado do Mato Grosso do Sul. As variedades foram desenvolvidas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, e sua introdução foi coordenada pela Embrapa Sementes Básicas, de Dourados, em parceria com o CNPq, a Empaer-MS e prefeituras municipais. Foram instalados dois pomares-matrizes nos Municípios de Dourados e Bandeirantes, e nove unidades demonstrativas, em municípios considerados estratégicos para difusão das novas cultivares. A Embrapa coordenou o treinamento de técnicos na instalação e condução dos pomares-matrizes, além de ter realizado dois dias-de-campo, em parceria com a Empaer-MS e com a Embrapa Agropecuária Oeste. Participaram 860 pessoas, e foram vendidas 14.821 mudas de banana. O projeto recebeu Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Dourados.


Capacitação atinge 140.000 em Goiás

Uma ação da Emater-GO, em conjunto com o MA, a Secretaria de Agricultura, o Idago, prefeituras municipais, Fetaeg, Faeg e organizações de agricultores familiares, desenvolveu projeto para capacitar 140.000 produtores de base familiar em Goiás. Foram contemplados 41 municípios, com difusão de técnicas, profissionalização de agricultores e implantação ou ampliação da infra-estrutura necessária ao fortalecimento da agricultura familiar, beneficiando 140.000 pessoas, entre elas, 28.000 agricultores familiares.


Municípios aprendem a plantar milho com feijão

Em parceria com a Embrapa Sementes Básicas, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Monitoramento por Satélite, Emater-GO, Universidade Federal de Santa Maria e a Prefeitura e Câmara Municipal de Nova Veneza, a Embrapa Arroz e Feijão introduziu o consórcio de milho verde com feijão, no plantio de inverno, em 28 municípios do entorno de Goiânia, aumentando renda e a disponibilidade de alimentos numa mesma área plantada.


Pequenos recebem treinamento

O Curso sobre Conservação e Beneficiamento de Pescado ensinou 55 pescadores artesanais dos Municípios de Corumbá e Ladário (MS) a agregar valor ao produto e, consequentemente, aumentar a renda. Em Paraipaba (CE) foi oferecido treinamento e capacitação em fruticultura irrigada aos agricultores, cuja principal cultura era a cana-de-açúcar, numa área de 900 hectares. Com o curso, a área de fruticultura irrigada chegou a 2.000 hectares, o que está propiciando mais empregos e maior renda.


Plantio direto reduz custos em 1.022 propriedades

A Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a Empaer-MS, desenvolveu um projeto de validação e transferência de tecnologias em Itaporã (MS), visando a reduzir os custos de produção, aumentar a produtividade e racionalizar o uso dos recursos naturais para o desenvolvimento sustentável. Foi implantada uma unidade de validação do sistema de plantio direto, e novas cultivares de soja vêm sendo introduzidas, beneficiando 1.022 propriedades.


Projeto Silvânia cria 32 associações

A Embrapa Cerrados, em parceria com a Cirad/Tera, Emater-GO, Prefeitura de Silvânia e associações de pequenos produtores, coordenou e executou um projeto de promoção do desenvolvimento rural de Silvânia (GO). Foram criadas 32 associações, tendo sido ampliadas a capacidade de compra dos produtores e a produção de leite na região. O projeto beneficiou 600 famílias, e foi agraciado com o prêmio Frederico Menezes Veiga, em 1996, na categoria "Criatividade".


Sol da Manhã, o milho do agricultor familiar

Em 1998, o trabalho de pesquisa participativa de 14 anos, reunindo a Embrapa Agrobiologia, Embrapa Milho e Sorgo, a Embrapa Sementes Básicas, a Rede de Programas em Tecnologias Alternativas (PTA) e 300 comunidades de agricultores, em seis estados brasileiros, num total de 15.000 famílias, gerou o seu primeiro produto, o milho variedade Sol da Manhã, eficiente no uso do nitrogênio, capaz de produzir 4.000 kg/ha em solos de baixa fertilidade natural, e quase o dobro em solos mais férteis. Com tais características, ele atende às necessidades do pequeno produtor em regime familiar. Ainda em 1998, foram instaladas 15 unidades demonstrativas e de observação da nova variedade, que já está sendo distribuída no mercado nacional.


Milho melhora qualidade de vida

A Embrapa introduziu 23 variedades de milho no País, e iniciou um programa de melhoramento, hoje reconhecido como um dos maiores do mundo. O desenvolvimento de variedades com alto valor protéico, como a BR 451, BR 473 e o híbrido BR 2121, e sua utilização em programas sociais (na merenda escolar, no auxílio às gestantes e mulheres que amamentam), trouxeram benefícios para a saúde da população brasileira. Além do melhoramento genético, a Embrapa Milho e Sorgo desenvolve pesquisas voltadas aos pequenos agricultores, para fazer o armazenamento de milho em espiga, reduzir as perdas por ataque de insetos e pragas, utilizar a leucena como fonte de adubação nitrogenada para o milho, e desenvolver equipamentos agrícolas para tração animal.


Moirão vivo ganha mais espaço

A Embrapa Agrobiologia instalou 44 unidades demonstrativas e de observação, em comunidades rurais, para difundir o uso do moirão vivo como substituto às cercas tradicionais em todo o País. Foram distribuídos 80 "kits" com as sementes da árvore Gliricidia sepium, inoculante que ajuda no seu crescimento, sem necessidade de fertilizantes nitrogenados, e também uma cartilha que ensina como implantar a cerca permanente de moirões vivos.


Café resiste à seca

A Empresa Capixaba de Pesquisa, e a Assistência Técnica e Extensão Rural (Emcaper), em parceria com associações de produtores, conselhos municipais de desenvolvimento rural e prefeituras municipais de todos os municípios das regiões norte e sul do Estado, com altitude abaixo de 400 metros, iniciaram um programa de pesquisa participativa, para desenvolver variedades de café conilon mais produtivas, resistentes às principais doenças e melhor adaptadas ao clima mais seco dessas regiões. Graças à participação dos agricultores, foi identificada uma variedade de café tolerante à seca, com produtividade média 20% superior: a Emcapa 8141 - Robustão.


Projeto beneficia 5.000 cafeicultores

Projeto de transferência de tecnologias que melhoram a produção e a qualidade do café conilon beneficiou 5.000 cafeicultores de 11 municípios do Espírito Santo. As tecnologias escolhidas são a poda do cafeeiro - que aumenta em 53% a produtividade, quando utilizada sem adubação, e em 144% quando há adubação -, o manejo da cultura, a nutrição, irrigação e o adensamento. A parceria envolve a Emcaper e as associações dos produtores.


Fusariose do abacaxizeiro

Juntamente com a Associação dos Produtores de Lagoa Santa, a Hokko e a Bayer, a Emcaper desenvolve um programa de avaliação de fungicidas para o controle químico da fusariose do abacaxizeiro. No total, 500 pessoas foram beneficiadas com a solução do problema.


Melhora produção do tomate carioca

A Embrapa Solos, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), a Emater-RJ, as Universidades Federal e Estadual do Rio de Janeiro, a Universidade de Karlsruhe (Alemanha) e a Prefeitura Municipal de Paty do Alferes realizaram projeto de pesquisa participativa, para desenvolvimento de um sistema de plantio de tomate conduzido na vertical, por meio de amarração por fita. Esta é a principal cultura do município. Tecnologias alternativas de irrigação, diversificação e rotação de culturas foram introduzidas e já beneficiam 60 famílias.


Mais frutas e verduras para os fluminenses

A Pesagro-Rio desenvolveu projetos específicos para propriedades familiares, procurando estimular a produção de frutas e hortaliças, por meio do cultivo protegido ou da irrigação. As ações beneficiam 750 famílias em nove municípios, e têm parceria da Embrapa, Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior (Seaapi), Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag) e das Prefeituras Municipais de São João da Barra, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, Varresai, Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana, Bom Jardim, Trajano de Moraes e Sumidouro, no Rio de Janeiro.


Projeto estuda 23 comunidades

Para conhecer a dinâmica dos sistemas de produção da agricultura familiar, a Emcaper pesquisou 23 comunidades rurais e 550 agricultores familiares de cinco municípios capixabas: Castelo, Iúna, Laranja da Terra, São Domingos do Norte e Santa Maria de Jetibá. Essa atividade busca soluções para problemas pontuais dos agricultores e que representam empecilhos ao seu desenvolvimento e à manutenção na atividade.


Milho e feijão tolerantes à seca

No Espírito Santo, cerca de 1.050 produtores familiares dos Municípios de Águia Branca, Boa Esperança, Linhares, São Domingos do Norte e Vila Pavão foram beneficiados com a validação de cultivares de milho e feijão tolerantes à seca, fato que gerou mais renda e qualidade de vida em suas propriedades.


Unidades treinam 1.260 agricultores familiares

Em parceria com a Emater-MG, a Epamig treinou 1.260 pequenos agricultores, por meio de 120 unidades de demonstração das cultivares de arroz Caiapó, Confiança, Canastra, Jequitibá, Urucúia e Capivari, e de feijão Pérola e Ouro Negro, lançadas pela pesquisa em 90 municípios das regiões da Zona da Mata, do Triângulo Mineiro, Vale do Rio Doce, Noroeste, Alto Paranaíba, Jequitinhonha e sul de Minas.


Incentivos ao algodão mineiro

No norte de Minas Gerais, a cultura do algodão é a principal alternativa dos agricultores para explorar áreas agricultáveis que não dispõem de água para irrigação, embora, nos últimos anos, os cotonicultores tenham reduzido significativamente as áreas cultivadas com algodão. Empregadas no Plano de Recuperação da Cotonicultura no Norte de Minas, as tecnologias geradas beneficiam 1.175 propriedades rurais.


Internet auxilia produtor familiar

A Embrapa Informática Agropecuária criou "homepage" e grupo de discussão sobre agricultura familiar, na Internet, sendo o apoio técnico-científico a essa página fornecido pela Embrapa Meio Ambiente.


Parcerias fortalecem pequenas agroindústrias

Fornecer suporte tecnológico à implantação de pequenas agroindústrias tem sido a principal contribuição da Embrapa Agroindústria de Alimentos à agricultura familiar. Com essa orientação, foram elaborados perfis agroindustriais no Espírito Santo, estendendo-se a assistência técnica aos agricultores de base familiar no Rio de Janeiro. Uma parceria estabelecida com o Comunidade Solidária e o Pronaf busca viabilizar indústrias artesanais, com a construção de secadores de frutas, processadores de pescado congelado e derivados, hortaliças congeladas, sucos de frutas e água de coco, além de dar treinamento para sua utilização.


Parceria viabiliza café no norte de Minas

A Epamig desenvolveu parcerias com as Prefeituras de Itamarandiba e Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, para transferência de tecnologias na cultura do café. O projeto visa à produção de 2 milhões de mudas de café de alta qualidade, mediante orientação para plantio e manejo da lavoura, e beneficia diretamente 450 pequenos agricultores.


Canchim melhora plantel zebuíno

A Embrapa Pecuária Sudeste, em parceria com o Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo e criadores de bovinos da raça Canchim, vem obtendo animais 15% mais pesados, por ocasião do abate, utilizando touros da raça Canchim em cruzamentos com vacas Zebus ou azebuadas. O projeto beneficia 9.000 famílias das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.


Alimentação com cana e uréia eleva a produção

Com a finalidade de aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros, por meio de tecnologias de fácil adoção, a Embrapa Pecuária Sudeste e a Cati criaram cinco Unidades Demonstrativas em São Carlos (SP) para transferir a tecnologia do uso de cana-de-açúcar e uréia em pequenas e médias propriedades rurais. Como resultado de parceria da Embrapa Gado de Leite, Emater-MG, cooperativas e indústrias de laticínios, foram conduzidas mais de 100 unidades demonstrativas, realizadas mais 150 "dias de campo" e mais de 300 reuniões técnicas em vários estados brasileiros. O sistema cana+uréia contribui para aumentar a competitividade dos produtores de base familiar e para mantê-los na atividade leiteira pois é bastante simples e permite um rápido aumento da produção.


Economia da agricultura familiar tem acompanhamento

O Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) estão acompanhando as condições econômicas de 70.596 agricultores familiares do Estado de São Paulo. Esse trabalho enfoca as determinações da política setorial e o impacto das medidas macroeconômicas e de mercado sobre o setor.


Projeto estuda sistemas familiares

O Centro de Estudos de Política e Desenvolvimento do IEA vem trabalhando na caracterização do sistema agrário dos Municípios de Assis e Guaratinguetá. Até o momento, foram beneficiadas 300 famílias pela ação, que vai tipificar a agricultura familiar de cada município segundo os sistemas de produção, a organização do trabalho e as condições econômicas da propriedade.


Estudo identifica necessidades do pequeno agricultor

O IEA, em conjunto com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Paranapanema, o Instituto de Pesca (IP) e o Instituto de Zootecnia (IZ) realizaram um estudo inédito de caracterização edafoclimática e sócioeconômica do Município de Assis(SP). O objetivo é identificar as necessidades de pesquisa regional, com ênfase na agricultura familiar.


EBDA investe na profissionalização de produtores

A EBDA investiu na construção e reforma de oito centros de profissionalização de agricultores, na instalação de unidades didáticas e na aquisição de equipamentos para um programa de qualificação profissional de produtores rurais, envolvendo 306 municípios baianos. Atualmente estão sendo treinados 5.000 agricultores nas áreas de cotonicultura, apicultura, bovinocultura, caprino/ovinocultura, fruticultura e mandiocultura. Esse programa tem apoio de prefeituras, associações de produtores, universidades e escolas técnicas de agropecuária. Os produtores rurais são treinados nos aspectos gerenciais, ambientais, tecnológicos, agroindustriais e artesanais.


Informações sobre o mercado

Cerca de 343 famílias de comunidades rurais dos Municípios de São Fidélis, Bom Jesus do Itabapoana, Trajano de Morais e Sumidouro, do Rio de Janeiro, se beneficiaram com projeto para produzir e difundir informações sobre preço de produtos cultivados e as condições do mercado produzidas pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícola da Pesagro-Rio. As informações atualizadas ajudam os agricultores na tomada de decisão, nas etapas de produção e comercialização, capacitando-os a fazer melhores negócios.


Emater treina 15 mil agricultores familiares

A Emater-GO, em parceria com a Secretaria do Trabalho, o Ministério do Trabalho, MA, Senac, Sebrae, a Fetaeg, prefeituras, câmaras de vereadores, associações de produtores e sindicatos, desenvolveu o Programa de Qualificação e Profissionalização do Agricultor Familiar. Foram qualificados 15.000 pequenos produtores de 145 comunidades e assentamentos rurais, em 128 municípios goianos.


Sericicultura cresce no Paraná

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em conjunto com a Emater-PR, o Coespar, a Acesp e as indústrias de seda (Bratac, Kanebo e Cocamar), iniciou projeto de diagnóstico dos problemas limitantes à sustentabilidade da sericicultura em sistemas de agricultura familiar do Estado. O trabalho envolve 245 municípios e pretende recomendar as cultivares de amoreira mais adaptadas às condições agroecológicas das regiões sericícolas.


Melhora o vinho das pequenas propriedades

Contando com as parcerias da Emater-RS e das Secretarias Municipais de Agricultura, a Embrapa treinou 240 vitivinicultores em elaboração de vinhos e derivados na pequena propriedade. Nessa ocasião, 11 multiplicadores do Sebrae dos Estados da Bahia, de Pernambuco, Mato Grosso, São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina também foram treinados.


Implantados 2.000 ha de videiras

Uma parceria com a Associação dos Municípios do Vale do Taquari, que reúne 15 municípios, resultou na implantação de 2.000 hectares de videiras. A Embrapa Uva e Vinho produz mudas de videiras livres de vírus, destinadas especificamente aos pequenos agricultores da Serra Gaúcha, que têm nelas a única fonte de material sadio para a renovação dos seus vinhedos e a manutenção da sua produção. Em 1998, foram beneficiados 300 proprietários rurais de base familiar.


Plantio direto em pequenas propriedades

O Iapar, em parceria com a Universidade Federal de Londrina (UEL), Emater-PR, prefeituras municipais, clubes de amigos da Terra, Monsanto S/A e associações de produtores, conduziu 45 unidades de validação e transferência de tecnologias de plantio direto e identificação das melhores configurações de semeadoras-adubadoras de plantio direto, nos diferentes sistemas de produção utilizados pelos produtores familiares do Paraná. Na safra 1997/98, mais de 8.200 pequenos produtores adotaram o plantio direto, com tração animal, para o cultivo de milho, feijão, soja e trigo, o que equivale a uma área de 44.000 hectares. Já foram notados benefícios econômicos e ambientais, como a melhora na capacidade produtiva do solo e no abastecimento de água das cidades.


"Suíno light" produz carne magra e rende mais

Em 1998 mais de 1.500 suinocultores familiares adotaram os reprodutores Embrapa MS58, conhecidos como "suínos light", que dão maior rendimento de carcaça e alta produção de carne magra. Desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves, esse animal já está presente em 145 municípios de 11 estados brasileiros. Participam da multiplicação e disseminação do "suíno light" as cooperativas, a Emater-RS e as prefeituras. O macho Embrapa MS58 foi incluído como "Membro da Coleção Inovadora 1998", pelo Computerworld Smithsonian Awards Program, de Washington, EUA.


Sistema de Produção de Suínos ao Ar Livre

Menor investimento inicial, redução do custo de produção e menor agressão ambiental em relação ao sistema confinado, são algumas das vantagens trazidas pelo Sistema Intensivo de Criação de Suínos ao Ar Livre, da Embrapa Suínos e Aves. Com 2.500 produtores familiares já beneficiados, o novo sistema está presente nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. O projeto tem parceria do Iapar, da Emater-RS, Empaer-MS, Associação dos Pequenos Produtores do Oeste de Santa Catarina (Apaco), do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), de cooperativas, da Universidade Federal de Goiás, Perdigão e Sadia. Ao lado do menor custo de produção, as principais vantagens são: baixo custo de implantação; utilização de instalações simples e transportáveis; diminuição da demanda de mão-de-obra familiar, viabilizando seu uso pelos pequenos produtores; melhoria do bem-estar; redução de enfermidades dos animais, e possibilidade de se proceder à integração suinocultura-lavouras anuais, nas pequenas propriedades.


Transferência de tecnologia de café adensado

Em parceria com a Emater-PR, o Iapar desenvolveu um projeto de apoio à agricultura familiar da região cafeeira paranaense e à transferência de tecnologias adequadas às suas condições específicas, proporcionando maior renda à propriedade familiar. O projeto realizou 151 cursos e 135 visitas, tendo beneficiado 1.586 famílias em 66 municípios do Paraná, e recebeu dois prêmios: o Destaque Tecnológico, na modalidade pesquisa, concedido pela Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), e o Prêmio Agricultura Real, na mesma modalidade, concedido pelo MA.


Melhoria dos métodos gerenciais na propriedade familiar

Em parceria com a Epagri, a Embrapa Suínos e Aves coordenou um projeto para desenvolver método de gerenciamento rural adaptado a 30 propriedades familiares de 11 municípios do oeste catarinense. A ação alcançou os produtores que não obtêm renda suficiente para a sobrevivência em regime de produção agrícola, e indicou que uma alternativa viável, para esses agricultores familiares, é a pecuária leiteira.


Pescadores têm formação profissional

Com o envolvimento de 55.950 produtores rurais e pescadores, a Epagri, junto com Embrapa, o Banco Mundial (Bird), Pronaf, Denacoop, Sine, prefeituras municipais, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), desenvolveu projeto para formação profissional dos pescadores e produtores, visando a aumentar sua renda e criar oportunidades de ocupação da mão-de-obra, melhorando as condições de vida das famílias rurais de Santa Catarina. Foram ministrados 3.940 cursos, nos quais 76% dos participantes tinham menos de 40 anos.


Tecnologias de arroz para 1.550 famílias

A Epagri e a Embrapa, associadas às Prefeituras Municipais de Turvo e Meleiro (SC), sindicatos, cooperativas rurais, associações de produtores, empresas privadas e governo estadual, desenvolveram projeto para levar tecnologias de cultivo de arroz a 1.550 famílias, dotando-as de infra estrutura para o desenvolvimento da cultura irrigada.


Pesquisa para utilização do secador paiol-silo

A Embrapa Clima Temperado, a Emater-RS, instituições congêneres nos Estados de Santa Catarina e Paraná, e ONGs, desenvolveram projeto para utilização do secador paiol-silo para milho e outros produtos, no Rio Grande do Sul, que registra um déficit de 1 milhão de toneladas de milho. A tecnologia contribui para preservar as safras com boa qualidade dos produtos, e atinge cerca de 80% dos produtores de base familiar, que atuam com as culturas do milho e do feijão.


Distribuição de milho para agricultor familiar

O Iapar e a Embrapa desenvolveram programas de distribuição de milho-variedade, de alta qualidade, a associações de produtores, vilas rurais, assentamentos e comunidades indígenas. No Paraná, o Iapar distribuiu 23.000 sacas. A Embrapa distribuiu 580 sacas do milho BRS 5202 Pampa a municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A vantagem do milho-variedade é que ele pode ser reutilizado como semente, nas safras seguintes, atendendo a uma demanda específica dos agricultores familiares.


Erva-mate é alternativa de renda

Visando ao aproveitamento de áreas impróprias para agricultura, e ao combate à erosão em pequenas propriedades da Região Centro-Sul, o Iapar tem incentivado o cultivo da erva-mate em cordões de contorno com vegetação permanente, ou em sistemas agroflorestais. Além de constituir fonte de renda adicional para essas famílias, a parceria com a Emater-PR e a Embrapa Florestas busca promover o desenvolvimento da agroindústria em comunidades rurais.


Novas alternativas de cultivo

A Embrapa Clima Temperado firmou convênio com sindicatos de trabalhadores de 20 municípios, 17 prefeituras municipais e quatro cooperativas, para transferência de tecnologia e treinamento. O objetivo é possibilitar a mais de 50.000 famílias de pequenos produtores desenvolverem novas alternativas de cultivo, como as hortaliças e a fruticultura, além do trigo e da soja.


Pêssego na região de clima temperado

Parceria da Embrapa Clima Temperado com a Fepagro, Epagri, o Iapar e IAC, desenvolve tecnologias para aumentar a produção de pêssego nas regiões de clima temperado do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.


Fruticultura gera renda para pequenos produtores

Tendo em vista a importância da fruticultura como alternativa de renda e viabilização da pequena propriedade, o Iapar desenvolveu pesquisa com maçã, pêra, ameixa, nectarina, kiwi e morango. Estão sendo também realizados estudos de viabilidade do cultivo de coco-da-Bahia e mamão, no noroeste do Paraná. Foram intensificadas as pesquisas para superar a incidência de bacteriose (Xanthomonas sp pv. Passiflorae) em maracujá, cultura que desponta como boa alternativa para a agricultura familiar regional.


Pólos Regionais de Desenvolvimento

Em consequência do projeto Estudo de Cadeias Produtivas para Identificação de Demandas do Agronegócio Paranaense, que envolve as 20 principais cadeias agroindustriais do Estado (erva-mate, borracha natural, madeira, citrus, café, banana, carne bovina, leite, carne suína, piscicultura, carne de aves, arroz, batata, milho, feijão, cana-de-açúcar, seda, algodão, trigo e mandioca), o Iapar participa de cinco Câmaras Setoriais por Cadeia Produtiva, para a formulação e implementação de políticas voltadas à competitividade do agronegócio paranaense.


Zoneamento faz recomendações por município

O Iapar realizou o zoneamento agrícola no Estado do Paraná, para as culturas de feijão, milho, algodão e trigo, propiciando recomendação para cada município e garantindo o fornecimento das informações básicas para concessão de crédito aos agricultores paranaenses, dentro do sistema nacional de crédito rural, e reduzindo os riscos e as taxas de seguro vinculados à ocorrência de fenômenos climáticos adversos.


Melhoramento e manejo do arroz irrigado

Uma parceria da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Arroz e Feijão, e do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), orienta o produtor gaúcho a explorar ao máximo o potencial produtivo das cultivares de arroz irrigado, além de demonstrar a importância da cultura orizícola para a economia do Rio Grande do Sul e do Brasil. Os pesquisadores da área de arroz da Embrapa Clima Temperado receberam vários prêmios locais, em função do trabalho realizado. O Projeto Arroz foi considerado Destaque Nacional na Embrapa.


RS aumenta em 80% a produtividade do feijão

A Embrapa Clima Temperado realizou projeto de desenvolvimento de tecnologias para o aumento da produtividade e produção do feijão no Rio Grande do Sul, cujo trabalho beneficiou 600.000 pessoas e, em dez anos, aumentou em 80% a produtividade do feijão. Trata-se de uma parceria com a Emater-RS, Fepagro, Embrapa Arroz e Feijão, Fundacep/Fecotrigo, Universidade Federal de Santa Maria (UFMS), PUC/Uruguaiana, Cotrel, Universidade de Passo Fundo (UPF), Cotrijuí, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), prefeituras municipais e produtores de feijão


Revitalização do grão no Paraná

O Programa de Revitalização da Cultura do Feijão no Paraná, coordenado pela Secretaria de Agricultura, visa a sanar problemas detectados na cadeia produtiva dessa cultura, especialmente em sua fase agrícola. O Iapar produziu uma publicação (Informe de Pesquisa n.º 128 - Informações Técnicas para o Cultivo do Feijoeiro no Paraná) e treinou mais de 400 técnicos. Multiplicada pela participação da Emater-PR, de prefeituras e outras entidades, a ação vai permitir que os pequenos produtores de feijão do Paraná incorporem novas tecnologias de baixo custo a seus sistemas produtivos, e restabeleçam a competitividade da cultura no Estado


Campos nativos produzem mais carne

A Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a Embrapa Trigo, Emater-RS, Farsul, o Senar, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fepagro, secretarias municipais de agricultura e os sindicatos rurais de 71 municípios do Rio Grande do Sul, criou projeto para o melhoramento de uma área de 14 milhões de hectares, os campos nativos, considerados a última reserva natural do Estado. Até 1998, foram treinados 200 técnicos de extensão, e estabelecidas 71 unidades de observação. A iniciativa recebeu o prêmio "O Futuro da Terra", do Jornal do Comércio de Porto Alegre, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul.


Mais apoio à produção de leite

Os resultados de cruzamentos promovidos pelo Iapar evidenciam a possibilidade de incrementar, em até 30%, a produção leiteira em sistemas tradicionais de criação a pasto, a custos competitivos. Outras alternativas buscam alimentar bovinos de leite, em épocas críticas, por meio do uso de capineiras, silagens e bancos de proteína. Tais tecnologias viabilizam a exploração leiteira na zona de arenito no norte e noroeste do Estado do Paraná, reduzindo o risco de degradação dos recursos naturais inerente à baixa rentabilidade desse tipo de exploração.


Introdução de reprodutores gera resultados

O Iapar, em conjunto com a Emater-PR, capacitou 350 produtores de gado de corte. Em 1997, foram repassados 38 touros para o programa de troca de reprodutores da Secretaria de Agricultura, e em 1998 outros 88 animais, oriundos de cruzamentos conduzidos na Estação Experimental Fazenda Modelo, em Ponta Grossa. Os resultados já podem ser constatados a campo, com o nascimento de animais que apresentam maiores índices de produtividade, viabilizando essa exploração pelos pequenos produtores, e com efeito demonstrativo, induzindo outros pecuaristas a adotar a tecnologia.


Programa desenvolve ovinocultura

A Embrapa Pecuária Sul é responsável pela capacitação de técnicos envolvidos no Programa Regional de Desenvolvimento da Ovinocultura, iniciado em janeiro de 1998, e que abrange 11 municípios do Rio Grande do Sul. A iniciativa desenvolvida em conjunto com Senar, Sindicato Rural de Bagé, prefeituras municipais, os Frigoríficos Pampeano e Frangosul, e os Lanifícios Paramount-Lansul e Cobegelã, visa à adoção de um sistema de produção de carnes, lãs e peles, gerando mais empregos e renda, estimulando a exportação para os mercados regional, nacional e internacional, e beneficiando 10.000 famílias.


Projeto vai produzir ervas medicinais

A Fundação Rureco (Fundação para o Desenvolvimento Econômico Rural da Região Centro-Oeste do Paraná) lidera um projeto para desenvolver e implementar, de forma participativa com a comunidade, técnicas de manejo sustentável de sistemas agroflorestais para produção de plantas medicinais nativas, tradicionalmente usadas pela população, e que apresentem potencial para comercialização. O projeto abrange os Municípios de Turvo e Guarapuava (PR), onde existem mais de 200 espécies vegetais consideradas medicinais, sobre as quais pouco se sabe, do ponto de vista científico.

O projeto é uma parceria da Rureco, do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort, da Embrapa Florestas e Secretaria Municipal de Guarapuava.


Paraná expande cultivo da seringueira

Com a experiência acumulada de sete anos de pesquisas, o Iapar tem oferecido suporte técnico para a expansão da seringueira no Estado do Paraná, disponibilizando clones selecionados e informações sobre manejo cultural e cultivo intercalado com outras espécies, inclusive café. Um convênio firmado com o Ibama está possibilitando o repasse de recursos para a produção de mudas fornecidas às prefeituras municipais, além do treinamento da mão-de-obra.


Núcleos promovem transferência de tecnologia

A Embrapa Cerrados criou Núcleos de Difusão de Tecnologia em Pedro Afonso (TO), Formosa (GO) e Barreiras (BA) cuja função é articular, com todas as entidades do agronegócio regional, a transferência de tecnologias adequadas às necessidades de cada uma delas. Seminários de atualização tecnológica e dias-de-campo já foram realizados nessas localidades.


Sumário:

Agricultura Familiar
Reforma Agrária
Apoio Comunitário
Apoio a Comunidades Indígenas
Segurança Alimentar
Meio Ambiente e Educação Ambiental
Educação e Capacitação Profissional Externas
Educação e Capacitação Profissional Internas
Saúde, Segurança e Medicina do Trabalho
Impacto das Principais Tecnologias Desenvolvidas e Transferidas à Sociedade
Demonstrativos do Balanço Social (Embrapa - Emater-GO - Epamig - Emparn - Epagri)

 


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