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Barragens subterrâneas transformam vidas no semiárido

No semiárido brasileiro a água é o bem mais precioso. As chuvas são irregulares e por isso os agricultores estão sempre enfrentando riscos de perdas totais ou parciais de suas safras e de sua criação. A falta de água nas comunidades do meio rural proporciona baixa qualidade de vida, êxodo rural e insegurança alimentar devido à irregularidade da colheita. Estes problemas geram fragilidade nas famílias dos agroecossistemas do semiárido brasileiro.

As tecnologias de convivência com a seca vêm sendo estudadas pela pesquisa agropecuária desde a década de 80. Elas envolvem basicamente o desenvolvimento de recipientes para armazenar a água da chuva que é abundante naquela região mas tem a desvantagem de cair num período curto do ano. Entre estes instrumentos estão as cisternas rurais que recolhem as águas do telhado e fornecem água limpa bem ao lado das propriedades, o barreiro para irrigação suplementar, as cisternas de captação “in situ” e a barragem subterrânea.

A barragem subterrânea é instalada em locais onde escorre o maior volume de água no momento da chuva. Sua construção é feita escavando-se uma vala perpendicular ao sentido da descida das águas até a profundidade onde se encontra a camada mais endurecida do solo. Dentro da vala, estende-se um plástico com espessura de 200 micra por toda a extensão da parede, que, em geral, varia de 80 a 100 metros de comprimento. Após o plástico estendido, a vala volta a ser fechada com a terra. Nesta “parede, deve ser feito um sangradouro com 50-70 centímetros de altura. O plástico impermeável barra o escorrimento da água da chuva, provoca a sua infiltração nos solo, o que reduz a evaporação. Desta forma, cria-se uma vazante artificial onde a umidade do solo se prolonga por longo tempo, chegando até quase o final do período seco. Assim, permite ao produtor cultivar com sucesso os plantios tradicionais de grãos (milho e feijão) mas, também, produzir frutas como manga, goiaba, acerola ou limão em plena área de caatinga e sem irrigação convencional.

Foto: Maria Sonia Lopes da Silva

Foto: Carlos Alberto Silva


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