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Foto: José Ribamar Correia
Seu Zé e Dona Deusi em seu sisteminha. Foto: José Ribamar Correia.
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Sisteminha Integrado de Produção de Alimentos traz fartura para a mesa de famílias de baixa renda

Um dos maiores dramas no mapa da fome no Brasil é a falta de informação sobre soluções tecnológicas disponíveis para as famílias carentes. Em 2011, a Embrapa aperfeiçoou um sistema integrado de produção de alimentos (Sisteminha) desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), viável a partir de uma área de 1 hectare. Essa área produz, de maneira sustentável, peixes, ovos, frangos, hortaliças e frutas suficientes para alimentar uma família e ainda gerar renda com a venda do excedente em feiras livres.

O Sisteminha está hoje presente em mais de 100 municípios nos estados do Piauí, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Acre, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, mudando para melhor a vida de milhares de brasileiros. O pescador artesanal aposentado José Maria do Nascimento Santos, de Parnaíba, no litoral do Piauí, sustentava a família de cinco membros com um salário mínimo. Segundo Seu Zé, “tinha dia que faltava comida na mesa e quando muito toda a família fazia apenas uma refeição, composta de peixe e farinha de puba. Era uma vida de sofrimento”, revelou.

Em janeiro de 2013, no entanto, ele conheceu o Sisteminha e, alguns meses depois, com 1.500 reais oriundos de um empréstimo consignado e o reforço do seguro do defeso da pesca, adotou-o. Hoje, além de ter comida à vontade na mesa e vender o excedente da produção, ele ampliou e incorporou novos módulos, como o biodigestor (um tipo de equipamento usado para o processamento de matéria orgânica), que garante uma economia de 180 reais, antes gastos com a compra do gás de cozinha. A família melhorou de vida e de casa (hoje é de alvenaria e tem banheiro interno), avançou no empreendedorismo e cobra uma diária de 100 reais para a pessoa interessada em se hospedar na propriedade e receber informações sobre como montar o sistema.

A renda estimada da família atualmente é de 3.500 reais por mês, e Seu Zé acaba de renovar um Termo de Cooperação Técnica com a Embrapa para testar melhorias e aprimorar as atividades desenvolvidas.

Além de ter sido premiado no País, o Sisteminha está sendo implantado no continente africano, operando em Gana, Uganda, Etiópia, Camarões, Tanzânia, Angola e Moçambique.

Mais informações: https://www.embrapa.br/meio-norte/sisteminha

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